Investigação em hospital de Balneário Camboriú mira contratos e documentos
07/10/2026
GAECO cumpriu 2 mandados nesta quarta-feira (7); apuração cita R$ 2 milhões, crise administrativa e possível favorecimento.
Uma investigação sobre possíveis irregularidades na gestão contratual e financeira de uma instituição hospitalar filantrópica levou ao cumprimento de 2 mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú na manhã desta quarta-feira (7), porque o Ministério Público apura suspeitas ligadas a contratos, pagamentos e documentos, em ação do GAECO do MPSC com apoio da Operação “Ouro de Tolo”, do MPRS.
Segundo o MPSC, a apuração envolve suspeitas de irregularidades em processos de contratação, possível direcionamento de contratos, pagamentos sem comprovação da prestação dos serviços, conflitos de interesse, ocultação de documentos e eventual desvio de recursos vinculados à atividade hospitalar.
Os fatos investigados teriam ocorrido durante um período de grave crise administrativa, financeira e assistencial enfrentada pela instituição. O nome da instituição não foi divulgado.
Um dos principais pontos da investigação envolve contratos firmados com empresas de consultoria e assessoria. Conforme o Ministério Público, os pagamentos a essas empresas ultrapassaram R$ 2 milhões entre 2023 e 2024.
As diligências buscam esclarecer a necessidade das contratações, verificar se houve sobreposição de serviços com outros prestadores e apurar se as atividades previstas nos contratos foram efetivamente realizadas.
Outro núcleo da investigação apura possíveis favorecimentos em contratações e conflitos de interesse envolvendo pessoas ligadas à gestão da entidade e empresas que mantinham relações comerciais com o hospital. Também estão sob apuração circunstâncias relacionadas à possível ocultação ou ao desaparecimento de documentos vinculados à gestão financeira da instituição.
A investigação também analisa a contratação de uma empresa responsável pela prestação de serviços médicos terceirizados. O objetivo é verificar se os serviços previstos nos contratos foram prestados, se os pagamentos realizados são compatíveis com as atividades executadas e quais circunstâncias envolveram a contratação e a posterior rescisão dos contratos.
Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados serão submetidos à análise técnica. Segundo o MPSC, o conteúdo poderá subsidiar novas diligências e contribuir para o avanço das investigações.
A apuração tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos, dentro dos limites legais e conforme o andamento da investigação. As informações são do ND+.
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