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Notícias | Economia


Governo estuda crédito para empresas afetadas pelo fim da 6x1

16/10/2026

Durigan disse que o impacto sobre empregadores ainda será avaliado e citou apoio com inovação, capacitação e crédito de R$ 250 mil a R$ 500 mil.


A equipe econômica estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, disse nesta sexta-feira (16) o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília. Segundo ele, o impacto da emenda constitucional sobre os empregadores ainda será avaliado, e o governo quer financiar a transição para a nova jornada.


Crédito, capacitação e adaptação à nova jornada


Em entrevista à TV Band nesta sexta-feira (16), Durigan disse: “É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”.


O ministro afirmou que a medida busca ajudar os negócios a se adaptarem à nova jornada, com investimentos em inovação e produtividade. Ele também disse que o governo pretende apoiar empresas afetadas pela reforma tributária.


A equipe econômica ainda analisa quais empresas e setores terão maior impacto com a mudança. A ideia, segundo Durigan, é direcionar o apoio aos negócios que precisarem de mais recursos para reorganizar as atividades. Essa adaptação pode passar por modernização de processos, treinamento de funcionários e adoção de novas tecnologias para manter a produção mesmo com menos dias de trabalho.


Durigan citou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros sistemas de capacitação como parceiros em iniciativas de treinamento, especialmente para pequenos negócios. Ele disse ainda que o governo já ampliou o limite de crédito para pequenas empresas, de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive para operações destinadas ao capital de giro — recursos usados para manter as despesas e o funcionamento cotidiano dos negócios.


O ministro não anunciou desoneração da folha de pagamento nem outra compensação direta aos empregadores. Em vez disso, destacou a possibilidade de financiamento direcionado e capacitação para as empresas que precisarem se adaptar. “Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6x1”, afirmou.


Jornada menor, efeitos ainda em avaliação


A mudança na jornada foi aprovada pelo Congresso e promulgada nesta sexta-feira. A nova regra prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.


Durigan afirmou que o governo ainda vai medir os efeitos da mudança sobre os diferentes setores e portes de empresas. Segundo dados citados pelo ministro, de 68% a 70% dos empregos no país estão fora da escala 6x1. Ele defendeu que a adaptação pode trazer ganhos de produtividade, com processos mais eficientes e menor rotatividade de trabalhadores.


Juros altos e ajuste fiscal sem sobressalto


Na mesma entrevista, Durigan disse que a taxa de juros segue como um desafio para a economia brasileira. Ele defendeu a continuidade do ajuste das contas públicas e a busca por superávits primários maiores nos próximos anos, mas sem mudanças abruptas na política econômica.


“Vamos continuar melhorando as contas públicas, gerando superávit, mas de maneira gradual, sem dar cavalo de pau na tua vida, sem gerar incerteza e imprevisibilidade”, afirmou.


Durigan disse que essa estratégia deve preservar políticas públicas e evitar impactos negativos sobre a atividade econômica. Ele acrescentou que uma proposta de ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em prazo curto, debatida durante as eleições, exigiria cortes em programas sociais e outras políticas. As informações são da Agência Brasil.

# Agência Brasil

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