Nikolas Ferreira defende punição de adolescentes após morte do cão Orelha em Florianópolis
29/01/2026
O deputado Nikolas Ferreira reagiu à morte brutal do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O parlamentar defende que os quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal recebam punições severas, utilizando o episódio como argumento central para reduzir a maioridade penal no Brasil.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu, nesta quarta-feira (28), a responsabilização criminal de quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão Orelha, em Florianópolis. O animal, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, precisou ser sacrificado após ser encontrado com ferimentos graves decorrentes de agressões físicas. Segundo o portal Metrópoles, o parlamentar usou o caso para reforçar sua posição favorável à redução da maioridade penal.
Em declaração divulgada em suas redes sociais, Ferreira argumentou que a legislação brasileira atual impede que menores de idade respondam adequadamente por atos violentos. O deputado traçou um paralelo entre as responsabilidades civis e a impunidade criminal de jovens de 16 anos.
“Com 16 anos, com autorização dos pais, eles podem casar, podem trabalhar, podem votar, decidir o futuro da nação, têm diversos direitos, mas responder pelos seus atos, não. Então, se você olhar historicamente, a esquerda sempre ficou ao lado do menor de idade, mesmo quando ele era um criminoso, e nunca defendeu uma punição realmente severa para essas pessoas”, declarou o parlamentar.
Durante o pronunciamento, Nikolas Ferreira convocou seus seguidores a refletirem sobre a segurança jurídica em relação a crimes cometidos por menores. Para o deputado, o sistema atual concede liberdade excessiva para infratores nessa faixa etária.
“Ou seja, você precisa escolher de que lado deseja ficar. Com 16 anos, hoje no Brasil, você praticamente tem salvo-conduto para fazer o que quiser, destruir a vida de quem quiser, e não vai acontecer absolutamente nada com você”, afirmou Ferreira em vídeo.
Conforme informações do portal SCC10, o cão Orelha era uma figura conhecida e querida pelos moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha. No início do mês, o animal desapareceu por dois dias e, ao retornar, apresentava lesões severas. Levado ao veterinário, exames descartaram a hipótese de atropelamento, confirmando que os ferimentos foram causados por agressões físicas diretas. Diante do quadro irreversível de sofrimento, a equipe médica optou pela eutanásia.
Orelha era cuidado de forma coletiva pela comunidade local. Os moradores se organizavam para realizar:
A morte do animal gerou comoção entre os residentes, que agora acompanham as investigações sobre a participação dos adolescentes no crime de maus-tratos.
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