Raimundo Colombo renuncia oficialmente ao governo do Estado
06/04/2018
Carta de renúncia foi entregue à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira
(5). Na despedida, Colombo falou sobre o sonho ao Senado, eleições e Pinho
Moreira
Raimundo Colombo (PSD) entrou na Assembleia Legislativa do Estado de Santa
Catarina (Alesc) na tarde desta quinta-feira (5) pela última vez como
governador do Estado. Licenciado desde fevereiro, Colombo visitou o
gabinete do presidente da Casa, deputado Aldo Schneider (MDB), para
entregar a carta de renúncia ao cargo, que oficializa sua saída. A partir
de agora, o ex-governador focará na construção de sua candidatura ao Senado
e na formação de alianças para as eleições de outubro.
Em cerimônia discreta, Colombo falou em tom de pré-candidato. Segundo ele,
a política vive um momento crítico e de distanciamento da sociedade, uma
"esculhambação" que demanda ordem e coragem. Colombo defende uma reforma
política profunda e diz que seu mandato, caso eleito, será voltado à luta
pelo desenvolvimento. "Me coloco outra vez à disposição", disse.
Com a renúncia, Colombo encerra sete anos de gestão à frente de Santa
Catarina. Este era o prazo máximo de renúncia exigido pelo TSE (seis meses
antes da eleição) para que possa se candidatar. Ele assumiu o governo em
2011 - e reelegeu-se em 2014 - tendo como vice Eduardo Pinho Moreira,
presidente estadual do MDB. Pinho Moreira assume em definitivo em cerimônia
nesta sexta-feira (6), também na Alesc. Ele já comanda as ações do governo
desde a licença, em fevereiro.
No documento entregue a Schneider, Colombo diz que o maior orgulho da sua
gestão foi a promoção do emprego, sempre acima da média nacional. Ele
também destaca os investimentos no setor de Defesa Civil - ampliação de
barragens e instalação de radares - e a contratação de agentes de segurança
- 9,3 mil em sete anos. A carta também cita a decisão de não aumentar
impostos diante da crise econômica.
Apesar da certeza da candidatura ao Senado, Colombo fala com cautela sobre
a disputa ao governo do Estado. Isto porque, a aliança histórica com o MDB
pode chegar ao fim e dividir as forças de situação em outubro. O
pré-candidato do PSD, deputado Gelson Merisio, mostra descontentamento com
o partido de Pinho Moreira. O MDB, por sua vez, sonha em liderar a
composição.
"Não tem crise", diz Colombo. Podemos não estar juntos em outubro, mas não
somos inimigos, complementa. Ele afirma que houve um "afastamento
inegável", porém o diálogo continua. Segundo ele, Pinho Moreira estará em
Lages, no sábado (7), quando Colombo promoverá novo ato de despedida do
governo.
*Futuro*
O agora ex-governador afirma que é necessário ter paciência. Para ele, é
hora de ouvir as lideranças e analisar o desejo de cada um para formar uma
aliança ideal para as eleições, mas não esconde a vontade de ter um nome
liderando a chapa ao executivo: "partido do nosso tamanho tem que ter
candidato próprio", diz.
Segundo ele, a coligação ideal é aquela que tem o melhor projeto para Santa
Catarina. Reunir vários partidos "é bom para ganhar a eleição, mas é ruim
para governar", conclui.
Fotos: Murici Balbinot
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