<< Voltar

Notícias | Política


Vereador Marcello Areão fala sobre sua liderança na luta pelas escolas estaduais

23/02/2019


O vereador Marcello Areão (PT), desde que ingressou na Câmara Municipal em 2013, tem sido uma liderança na busca por reformas e melhorias nas estruturas físicas das escolas estaduais em Sombrio. Ele propôs e foram aprovadas várias solicitações na Câmara, realizou discursos enfáticos cobrando as reformas nas escolas, participou de incontáveis reuniões em Sombrio, Araranguá e Florianópolis. Um ativista incansável desta causa. Ele nos concedeu entrevista destacando algumas ações da luta por uma Educação pública, gratuita e de qualidade.


Ao ser eleito vereador em 2012, como você tomou conhecimento da situação das estruturas físicas das escolas estaduais em Sombrio?


R: Tinha conhecimento por ser professor da rede estadual desde 2001, e por fazer frente nas atividades do Sindicato dos Trabalhadores em Educação. Havia problemas humilhantes e mesmo interdições de espaços nas escolas.


 


Qual a primeira grande batalha para melhoria das estruturas de nossas escolas estaduais?


R: Logo nos primeiros meses como vereador realizei cobranças de melhorias para todas as escolas da rede estadual de ensino em Sombrio. Todavia, a primeira grande batalha foi pela reforma do ginásio de esportes da escola Irineu Bornhausen no bairro São Luiz. Este ginásio tinha tido um problema em poucas telhas. A direção escolar comunicou o governo do estado que não resolveu o problema. Passou a chover dentro do ginásio atingindo arquibancada e quadra. O ginásio já estava interditado a cerca de dois anos. Muito triste! Então, propus e foram aprovados documentos na Câmara de Vereadores cobrando o conserto. Eu e o presidente da APP da escola Joel Pereira íamos umas duas vezes por mês na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) e batíamos em várias portas. Até que, meses depois, a ordem de serviço no valor de aproximadamente R$ 475 mil foi assinada pelo governo do estado. O ginásio já foi reformado e desinterditado. Ganhou nossas crianças e nossa população em geral.


 


Você cobrou repetidas vezes pelo conserto do telhado da Escola Jovem. Foi resolvido este problema?


R: Foi resolvido principalmente por ação da própria comunidade escolar. A diretora Marivalda Pereira coordenou uma campanha de arrecadação de fundos e foi arrumado o telhado da Escola Jovem. O governo do estado nos afogava com explicações técnicas e não resolvia o problema. Chovia dentro das salas de aula e as poças eram enormes. Os alunos se espremiam num canto e o professor no outro. Humilhante. Até que a comunidade escolar resolveu o problema. Depois outras melhorias nas salas de aula foram feitas. E hoje temos salas sem goteiras e poças, bem iluminadas, com ares condicionados e quadros para giz e canetão.


 


Outras escolas estaduais tiveram problemas em seus telhados?


R: Sim. O telhado da ala norte da escola Protásio Joaquim da Cunha no bairro São José ficou tão ruim que começou a desabar e esta parte da escola foi interditada. É terrível vermos que nossas escolas tenham convivido com interdições. Os vereadores em geral cobraram pelo conserto do telhado. Eu, o vereador Nego Gomes e o Ministério Público ficamos em cima da questão. Em 2017 foi anunciado um recurso de cerca de R$ 200 mil para conserto do telhado. Finamente, foi trocado o telhado da ala norte da escola Protásio Joaquim da Cunha. Além disso, em conversas com o engenheiro Jocilon Coelho da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) foram providenciados equipamentos para a área de prática de esportes da escola. Mais uma vez precisamos nos mobilizar e lutar pelas melhorias em nossas escolas.


 


Algumas vezes, na tribuna da Câmara de Vereadores, você chamou a questão da reforma da escola Catulo da Paixão Cearense de novela. Esta novela terá final feliz?


R: Terá sim. Porém, os grandes guerreiros por esta reforma foram seus professores, pais e alunos. A obra teve de ser conquistada na luta! Foram realizadas várias reuniões de pais no Catulo; uma caravana de ônibus de professores, pais e alunos foi para a Assembleia Legislativa em Florianópolis; eu e o presidente da APP Paulo Eggler acumulamos muitas horas de viajem indo às repartições do Poder Público estadual; muitas conversas produtivas e outras nem tanto. E é confortante ver a escola Catulo da Paixão Cearense ressurgir. Ela já tem mais de 100 anos de história; e que tenha outras centenas a mais.


 


Quais batalhas sobre as estruturas físicas das escolas estaduais você observa daqui para frente?


R: Em primeiro lugar que o governo do estado tenha um programa adequado de manutenção das estruturas físicas das escolas, o que evitaria que se chegasse a danos que exigem muito dinheiro para consertá-los ou mesmo interdições. E, de forma mais pontual, prosseguirmos na busca pela cobertura da quadra da escola Protásio Joaquim da Cunha.   


#

Mostrando 1 - 12. Total de 618 em 52 página(s).


Utilizamos cookies para sua melhor experiência em nosso website. Ao continuar nesta navegação, consideramos que você aceita esta utilização.

Ok Política de Privacidade