Agenda estratégica da indústria para a infraestrutura é apresentada na Fiesc
29/06/2015
Na manhã de hoje (29) aconteceu na sede da Federação da Indústria de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, o seminário “Agenda estratégica da indústria para a infraestrutura de transporte e a logística catarinense”. No encontro, que contou com a presença de senadores e deputados, a entidade apresentou estudos que mostram os desafios e potencialidades nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo.
Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, fez a apresentação da agenda estratégica e disse que: “Segundo o estudo, a indústria catarinense gasta R$ 14 para cada R$ 100 faturado em produtos com custos de logística”. Nele estão incluídas análises sobre a situação das rodovias BR 282, 163, 158, 153, 470, 101. O modal marítimo ganhará uma Agenda dos Portos, com sugestões para a manutenção da competitividade deste modal no Estado. A ferrovia litorânea, em fase de projeto, também será abordada, assim como a necessidade de atualização do Plano Aeroviário Catarinense, que data de 1993.
O pacote de concessões de rodovias, portos e aeroportos para a iniciativa privada, que foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff também foi discutido. A Fiesc contando com o apoio dos parlamentares quer que Santa Catarina seja beneficiada com essas concessões.
No evento também foi apresentado um estudo sobre o custo da logística em Santa Catarina e sobre os gargalos que impedem a intermodalidade, entre outros. Foi lançado também o Monitora Fiesc, um sistema de acompanhamento das obras de infraestrutura no Estado.
“Este é um evento muito importante tanto para o Estado quanto para sua indústria. Aqui pretendemos mostrar como precisamos de investimentos nessa área, com o estudo apresentamos sugestões e soluções para vários problemas de infraestrutura do Estado”, afirma Côrte.
Os painéis apresentados foram: Potencial de implantação de PPP nos municípios catarinenses, por Charles Scharamm, sócio da KPMG; Propostas de melhorias do grupo paritário de trabalho do lote 7, por Newton W. Gava, engenheiro civil – Autopista Litoral Sul; Análise expedita – Crema 2ª etapa BRs – 282, 163, 158, 153 e trecho da BR−470, por Ricardo Saporiti, engenheiro civil e consultor; Monitora FIESC – acompanhamento das obras da infraestrutura catarinense, por Mario Cezar de Aguiar, presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc; Custos logísticos da indústria catarinense, por Carlos Taboada, professor da UFSC; Projeto da Via Expressa de acesso a Florianópolis, por Vissilar Pretto, superintendente DNIT/SC.
Ao final a entidade fez a entrega formal da Agenda estratégica da indústria para a infraestrutura de transporte e a logística catarinense; resultados das consultas regionais do plano de mobilidade da Fiesc; relatório Grupo de Trabalho BR−101 do futuro; obras de infraestrutura de transportes estratégicas para a indústria catarinense (2016-2019); cabotagem uma alternativa sustentável para o transporte de cargas; custos logísticos da indústria catarinense; análise expedita do Crema (SC), segunda etapa.
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