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Bruxismo do sono e de vigília: entenda a diferença

07/08/2025

Narciso Barone - Redação SEO ON

O bruxismo é um distúrbio caracterizado pelo hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, seja durante o sono ou no estado de vigília (acordado). Apesar de parecer inofensivo, o problema pode levar a consequências sérias para a saúde bucal, como desgaste dos dentes, dores musculares faciais, cefaleia e até disfunções na articulação temporomandibular (DTM), responsável pelos movimentos da mandíbula.


Muitas pessoas convivem com o bruxismo sem sequer perceber, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento. Por isso, é fundamental entender como o distúrbio se manifesta, suas causas e as opções de tratamento disponíveis.


Bruxismo do sono e de vigília: entenda a diferença


O bruxismo se manifesta em dois principais contextos:


Bruxismo do sono


Ocorre involuntariamente durante o período de descanso e está fortemente relacionado à hiperatividade do sistema nervoso central e distúrbios no ciclo do sono. Os movimentos involuntários podem ser:


Concêntricos (apertamento): o paciente aperta fortemente os dentes. Excêntricos (ranger de dentes): há fricção entre os dentes superiores e inferiores.


Esses movimentos estão ligados a alterações nos níveis de neurotransmissores como dopamina e serotonina, e podem ser agravados por fatores como:


Estresse e ansiedade Apneia obstrutiva do sono Uso de antidepressivos Ingestão de álcool, cafeína e tabaco Fatores genéticos


Bruxismo de vigília


Já o bruxismo de vigília ocorre enquanto a pessoa está acordada e, muitas vezes, é associado a tensões emocionais, como estresse crônico, ansiedade e até depressão. Pode se manifestar em situações como:


Períodos de concentração intensa (trabalho, estudos) Momentos de irritação ou nervosismo Hábito inconsciente de manter a mandíbula contraída


Esse tipo de bruxismo tende a ser mais difícil de perceber, já que muitas pessoas não reconhecem o apertamento como um comportamento fora do normal.


Sintomas mais comuns: o que observar


Apesar de muitas vezes silencioso, o bruxismo costuma apresentar sinais físicos claros. Os sintomas mais frequentes incluem:


Dores na mandíbula e músculos da face Dores de cabeça, principalmente ao acordar Sensação de dentes “gastos” ou achatados Dentes trincados ou quebrados Estalos ou dor na articulação temporomandibular (ATM) Recuo da gengiva (retração gengival) Aumento da sensibilidade dental Dificuldade para abrir a boca completamente


Em quadros mais graves, o distúrbio pode até comprometer restaurações, coroas, implantes e próteses, exigindo reintervenções odontológicas frequentes.


Diagnóstico: por que procurar o profissional certo é essencial


Um dos principais desafios no tratamento do bruxismo é o diagnóstico tardio ou inadequado. Por vezes, o paciente passa por otorrinolaringologistas, neurologistas ou clínicos gerais antes de receber a orientação correta.


O profissional mais indicado para diagnosticar o bruxismo é o cirurgião-dentista especializado em disfunção temporomandibular (DTM) e dor orofacial. Ele avaliará os sinais clínicos, histórico do paciente e, se necessário, poderá solicitar exames de imagem, como a ressonância magnética da ATM.


Tratamento do bruxismo: abordagem multidisciplinar é chave para o sucesso


Não existe uma cura definitiva para o bruxismo, mas ele pode ser controlado e aliviado com tratamento adequado, especialmente quando envolve diferentes especialidades da saúde. As principais abordagens incluem:


1. Placa oclusal


Dispositivo de acrílico feito sob medida, que evita o atrito entre os dentes e reduz a sobrecarga nas articulações e músculos faciais. Seu uso é mais comum durante o sono.


2. Fisioterapia orofacial


Trabalha o relaxamento muscular, alívio de dores na mandíbula e correção postural, especialmente em casos com DTM associada.


3. Psicoterapia


Em casos relacionados ao estresse e ansiedade, a psicoterapia pode ajudar a identificar gatilhos emocionais e trabalhar a gestão das emoções.


4. Medicação


Alguns casos podem demandar o uso controlado de medicamentos relaxantes musculares ou ajustes em psicofármacos, sempre com acompanhamento médico.


5. Tratamento de distúrbios do sono


Se o bruxismo estiver relacionado a apneia do sono ou insônia crônica, será necessário o suporte de um especialista em sono.


Na prática, o melhor resultado costuma vir da combinação de estratégias, respeitando o perfil e as necessidades de cada paciente.


Dica prática: como saber se você tem bruxismo?


Uma forma simples de começar a identificar o problema é se perguntar:


Você acorda com dor na mandíbula ou na cabeça? Já percebeu seus dentes desgastados ou com trincas sem motivo aparente? Sente estalos ou dor ao abrir e fechar a boca? Alguém já relatou ouvir você ranger os dentes à noite?


Aviso: Este conteúdo é apenas informativo e não deve ser considerado como diagnóstico médico. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde, procure sempre a orientação de um profissional da área. Somente um médico pode fornecer o diagnóstico e o tratamento adequados.





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