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Criciúma terá abrigo para vítimas de violência doméstica com acolhimento completo

07/08/2025

Narciso Barone - Redação SEO ON

Em meio às ações do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, Criciúma se prepara para um avanço concreto na proteção das vítimas: a implantação de um abrigo especializado para mulheres em situação de risco, com atendimento humanizado e estrutura para recomeços seguros.


O espaço, cuja inauguração está prevista ainda para este ano, vai atender até dez casos simultâneos e representa um salto em relação à atual estrutura de acolhimento no município. Segundo a Prefeitura, a proposta é oferecer mais do que abrigo emergencial — trata-se de construir um ambiente capaz de restaurar dignidade e segurança para mulheres e seus filhos.


Um espaço para recomeçar com dignidade


Atualmente, Criciúma recorre à hospedagem em hotéis para proteger mulheres com medidas protetivas, o que, segundo o prefeito Vagner Espíndola, o Vaguinho, não é o suficiente. Ele afirma que o novo abrigo terá uma proposta mais ampla e sensível à realidade das vítimas:


“Imagina uma mulher fugindo da violência, com medida protetiva, mas sem ter para onde ir. Hoje, quando acontecem casos de violência, a Prefeitura de Criciúma reserva um hotel. O hotel não é de todo ruim, mas a gente quer muito mais que isso. Queremos um local de acolhimento, de recomeço. Aqui vai ter uma equipe técnica para cuidar das mulheres, das crianças, da saúde mental, da segurança e do que for preciso.”


O novo espaço será estruturado com equipe multidisciplinar, formada por profissionais das áreas de assistência social, psicologia, segurança, educação e saúde. A atuação integrada busca garantir não apenas a proteção imediata, mas também o apoio necessário para a reconstrução da vida das vítimas.


A importância de políticas públicas de acolhimento


Iniciativas como a criação de casas abrigo com atendimento especializado são consideradas essenciais por especialistas em políticas públicas e direitos das mulheres. O ciclo da violência doméstica, muitas vezes, se perpetua justamente por falta de suporte e alternativas concretas para as vítimas saírem da situação de risco.


Além do atendimento psicossocial, a proposta prevê encaminhamentos para acesso a serviços públicos, cursos de capacitação e orientação jurídica, favorecendo a autonomia e o empoderamento feminino.


Acolhimento também para os filhos


Outro diferencial do projeto em Criciúma é a atenção às crianças que acompanham as mães em fuga da violência. A casa abrigo será equipada para receber também os filhos das vítimas, com suporte pedagógico, emocional e estrutura adequada para a permanência durante o período de acolhimento.


Essa abordagem é importante não apenas para a segurança das crianças, mas também para interromper ciclos geracionais de violência, oferecendo um ambiente saudável e seguro enquanto as mães se reestruturam.


Um passo firme durante o Agosto Lilás


A inauguração do abrigo coincide com as ações do Agosto Lilás, mês em que campanhas em todo o país reforçam a importância de denunciar e combater a violência doméstica. A Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), que completou 17 anos em 2023, é um marco nessa luta, mas ainda enfrenta desafios na efetivação de medidas protetivas, sobretudo em municípios do interior.


A decisão de Criciúma de investir em um abrigo completo sinaliza que o discurso de proteção à mulher está sendo transformado em prática concreta.






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# Fonte: tnsul Foto: Freepik

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