Em artigo, vice-governador defende que Estado deve manter a administração da Celesc
17/04/2015
A Celesc é a maior empresa estatal catarinense e tive o orgulho de comandá-la por duas vezes em diferentes governos, sempre defendendo a manutenção de seu caráter público e buscando aprimorar sua gestão. O modelo adotado aqui em Santa Catarina, regulamentado pela lei estadual 13.570/2005, estabeleceu um acordo de acionistas no qual estão definidas as responsabilidades do Governo, dos empregados e dos acionistas minoritários, objetivando aprimorar o desempenho, buscando sempre a excelência na gestão.
A participação do representante dos empregados no Conselho de Administração faz com que o corpo funcional esteja comprometido com a missão da empresa, nos moldes do que ocorre com as grandes empresas alemãs. Tudo isso exigiu das partes envolvidas muito diálogo e a superação de conflitos.
O esforço foi plenamente recompensado quando hoje vemos a empresa apresentando expressivo lucro acompanhado de uma boa aceitação de seus serviços junto à sociedade, com a aprovação da agência reguladora - ANEEL. O próximo desafio será a obtenção da prorrogação de sua concessão que expira em 7 de julho deste ano.
O Ministério de Minas e Energia, com base na Lei 12.783/2013, já declarou que a prorrogação por até 30 anos passaria primeiro pela manifestação dos governos locais expressando o desejo de manter os serviços nas mãos do Estado. O Governo catarinense não tem dúvidas em relação a este tema. O governador já expressou, em diversas oportunidades, seu pensamento sobre a Celesc e o seu desejo pessoal de poder contar com a empresa para levar o desenvolvimento a todas as regiões do Estado.
A Celesc alcança todos os municípios direta e indiretamente, e é, sem dúvida, um instrumento poderoso nas mãos de qualquer administrador público que pense no desenvolvimento econômico com distribuição de renda. No momento o Ministério está avaliando as exigências nos níveis de qualidade e sustentabilidade a serem exigidos como contrapartida à prorrogação.
Minha experiência pessoal fez com que me tornasse ainda mais convicto da necessidade de defendermos a manutenção deste patrimônio nas mãos do povo catarinense. Conheço a empresa, sei do seu potencial, dos desafios a serem superados e onde pretendemos chegar com ela. Mas não tenho a menor dúvida que o Estado pode sim continuar administrando a Celesc, aprimorando continuamente os serviços ao consumidor e sua posição de destaque entre as melhores distribuidoras de energia elétrica do país.
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