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Gasto médio do turista no litoral catarinense cresceu 33,9% em 2018

03/04/2018

Gasto médio do turista no litoral catarinense cresceu 33,9% em 2018


Pesquisa mostra que maioria dos visitantes são brasileiros, viajam em família, com veículo próprio e permanecem, em média, 12,5 dias



Uma  pesquisa ​realizada ​pela  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC) ​ apontou que a média de gasto do turista do litoral catarinense passou de R$ 3.085,26, em 2017, para R$ 4.130,90, em 2018, um crescimento de 33,9%. Os dados mostraram também que a maioria dos turistas é da classe C, viaja em família, com veículo próprio e permanece 12,5 dias, em média. A maioria dos dados apurados no estudo apresentam alta, mostrando recuperação do setor em relação às duas últimas temporadas.   


A alta do gasto médio foi puxada, principalmente, pela alimentação, hospedagem e lazer. Gastos com comércio, por exemplo, registraram queda, mas não prejudicaram o otimismo do setor. Além da alta em relação a 2017, esta temporada também se destacou na comparação com 2016 - gasto médio de R$ 3.387.


O resultado no quesito hospedagem foi destaque. Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, a hospedagem por aluguel de imóveis diretamente com o proprietário (35,2%) superou a presença em hotéis, pousadas e hostels (33,4%). A casa de parentes e amigos soma 20% e aluguel por uso de aplicativos 9%.


Os dados foram apurados pela Federação, entre janeiro e fevereiro, nos municípios de Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul.


O estudo apontou aumento da presença da classe A e B+ de 14% para 19% e recuo da classe D, de 14% para 9%. A maioria dos turistas (57%) é da classe C.


O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, destacou a importância do setor turístico, que representa cerca de 12% do PIB estadual. "Nós como empresários, e o poder público também, temos que analisar estas pesquisas e tomar iniciativas para que a cada ano o turismo cresça, gerando mais riqueza para Santa Catarina"


"São dados que agradam, mas a gente verifica que tem algumas questões que ainda precisam ser trabalhadas para receber o turista, como melhoria da infraestrutura", disse o gerente de planejamento da Fecomércio-SC, Renato Barcelos.


Poder público


O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, pediu desenvolvimento ao setor. Segundo ele, Santa Catarina é, proporcionalmente, o Estado que mais fatura com o turismo no Brasil, mas "se a gente economizar nos investimentos, corremos o risco de perder o que já temos", disse. 


A classe empresarial está apreensiva com as mudanças na secretaria. O governador Eduardo Pinho Moreira anunciou a dissolução da pasta para outros órgãos, como a Santur. Pavan está de saída do cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pelo TSE. 


"Há que se conversar com o governador para ver como é que as ações de governo vão acontecer para que nós não percamos nenhuma iniciativa com relação a propagar o turismo no Brasil e no exterior" disse Breithaupt.


"Seja quem for, a SOL [secretaria de Estado do Turismo] ou a Santur, mas que se mantenha o foco na divulgação do Estado", disse o diretor-presidente do Beto Carrero World e representante dos empresários, Rogério Siqueira. 


Siqueira também pediu maior controle sobre as ações de turismo durante o ano, para que se contabilizassem os investimentos e correspondentes resultados. Segundo ele, a sazonalidade do turista está acabando e é necessário estar atento às demandas do setor o ano inteiro.


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