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Notícias | Variedades


Justiça nega autorização para influenciadora usar filhos de forma contínua em publicidade nas redes

21/09/2026

Segundo as informações do processo, a influenciadora possui dezenas de milhares de seguidores e mantém contratos envolvendo publicidade, permutas e divulgação de produtos infantis.


Os pais procuraram a Justiça alegando que a participação das crianças aconteceria de maneira espontânea e dentro do contexto familiar. Eles afirmaram ainda que o objetivo da autorização judicial era estabelecer parâmetros para proteger os filhos da exposição digital e da exploração econômica de suas imagens.


Justiça aponta necessidade de análise individual


Ao analisar o pedido, o juiz destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a análise individual das situações envolvendo a participação de menores de idade, não permitindo uma autorização genérica para diferentes atividades.


No caso analisado, o pedido não estava relacionado a uma participação artística específica. A família pretendia obter uma autorização que permitisse a presença contínua das crianças nas publicações da influenciadora, incluindo campanhas publicitárias, ações promocionais, parcerias comerciais e conteúdos monetizados.


Por esse motivo, a Justiça decidiu não conceder a autorização nos termos solicitados.


Decisão cita riscos da exposição de crianças na internet


A sentença também chamou atenção para os possíveis impactos da exposição frequente de crianças nas redes sociais.


Entre os riscos mencionados estão a formação de uma pegada digital permanente, a possibilidade de imagens serem reproduzidas por terceiros, o uso indevido dos conteúdos publicados e a exploração comercial da infância.


A decisão reconheceu a preocupação dos pais com a proteção dos filhos, mas considerou que o exercício do poder familiar não permite uma autorização irrestrita para utilização econômica dos direitos de personalidade das crianças na internet.


Com a decisão, eventuais pedidos relacionados à participação dos menores precisam considerar as circunstâncias específicas de cada atividade, em vez de uma autorização geral e permanente para conteúdos comerciais.

# G1

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