Mobilização nacional contra a violência contra a mulher termina com mais de 5,2 mil prisões
06/03/2026
A integração entre forças de segurança resultou em 5.238 detenções em 2.050 municípios brasileiros. O esforço conjunto faz parte do Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio, investindo R$ 2,6 milhões para intensificar a proteção de vítimas e a responsabilização de agressores em todo o território nacional.
Uma força-tarefa nacional das forças de segurança resultou na prisão de 5.238 pessoas suspeitas de crimes relacionados à violência contra mulheres e meninas entre os meses de fevereiro e março. O balanço, divulgado nesta sexta-feira (6) em coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, detalha os resultados das operações Mulher Segura e Alerta Lilás, coordenadas pelo Governo Federal. Segundo a Agência Gov, as ações visam desarticular ciclos de agressão e garantir o cumprimento de ordens judiciais em 2.050 municípios.
Realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, a Operação Mulher Segura registrou 4.936 prisões. Desse total, 3.199 ocorreram em flagrante e 1.737 foram em cumprimento de mandados judiciais ou por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU). Conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a mobilização contou com a participação de 26 unidades da Federação.
A estrutura mobilizada para a ação incluiu:
Para viabilizar a ampliação do efetivo, o Ministério da Justiça destinou R$ 2,6 milhões para o pagamento de diárias. A iniciativa integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, que foca na proteção de grupos em situação de risco.
Paralelamente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) conduziu a Operação Alerta Lilás entre 9 de fevereiro e 5 de março. Considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção feminina, a ofensiva resultou em 302 prisões nas 27 unidades da Federação. A atividade de inteligência da PRF foi responsável por 119 dessas ocorrências (39,4%), enquanto o efetivo operacional realizou 183 flagrantes (60,6%).
As operações fazem parte do cronograma de trabalho do Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano de trabalho foi apresentado na última quarta-feira (4) e consolida compromissos firmados em 4 de fevereiro de 2026 entre o Executivo, Legislativo e Judiciário.
As metas previstas no pacto incluem a criação do Centro Integrado Mulher Segura para o monitoramento de dados e a implantação de unidades móveis para atendimento às vítimas. O objetivo é acelerar a concessão de medidas protetivas e fortalecer a rede de acolhimento em todo o país, garantindo celeridade na punição de agressores.
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