Mulheres avançam no emprego formal, mas homens ainda lideram
14/08/2026
As mulheres ocupam 46,4% dos 62,8 milhões de empregos formais ativos no Brasil, enquanto os homens ficam com 53,6%, segundo dados da Rais Mensal de junho divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que também mostrou avanço na presença feminina desde janeiro de 2023 e saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
Entre os postos formais, elas somam 29.182.235 vínculos trabalhistas; eles, 33.708.974. A distância já foi maior. Em janeiro de 2023, os homens ocupavam 55,7% das vagas, e as mulheres, 44,2%.
No saldo acumulado de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal entre janeiro de 2023 e junho de 2026, as mulheres ficaram com 5,8 milhões das vagas abertas no período. Os homens responderam por 4,3 milhões.
A Rais Mensal também atualizou o retrato racial do mercado de trabalho brasileiro. Dos 62,8 milhões de vínculos formais no setor público e privado, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, 26,8 milhões de pessoas autodeclaradas brancas, 4,6 milhões de trabalhadores que se autodeclaram pretos, 600 mil amarelos e 239 mil indígenas. Outros 3,1 milhões não tiveram a informação racial registrada; há pouco mais de três anos e meio, esse grupo passava de 17,2 milhões.
Paula Montagner, subsecretária de Estatística do Ministério do Trabalho e Emprego, disse: "Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação à população branca, mas essa é uma informação não demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17 milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma campanha forte com as empresas para que elas voltassem a informar".
A escolaridade também mudou. Hoje, 54% dos trabalhadores com vínculo formal têm ensino médio, o que equivale a 33,7 milhões de pessoas. Outros 15,2 milhões têm ensino superior ou pós-graduação. A expansão dos empregos foi maior entre os mais experientes: 74% têm pelo menos 30 anos.
O rendimento médio no emprego formal ficou em R$ 4.389,49. O setor de serviços continua na frente como maior gerador de vagas no país, com 38,2 milhões. Depois aparecem comércio, com 10,5 milhões; indústria, com 9,1 milhões; construção, com 3 milhões; e agropecuária, com 1,8 milhão.
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