Novos radares em Blumenau monitoram velocidade média dos motoristas
27/02/2026
O sistema calcula o tempo de deslocamento entre pontos fixos para medir a velocidade média em vias como a Via Expressa e Rua 7 de Setembro. A medida visa aumentar a segurança viária e fornecer dados estratégicos para o planejamento do trânsito municipal.
Motoristas que circulam por Blumenau contam com uma nova tecnologia de monitoramento de trânsito capaz de calcular a velocidade média percorrida entre dois pontos. Segundo o portal NSC Total, o sistema está ativo há cerca de duas semanas em cinco trechos da cidade e deve ser expandido para todos os locais com radares fixos até o fim de março.
De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes, Fábio Campos, os dispositivos já integravam os radares existentes, mas foram ativados apenas este mês. O monitoramento em tempo real gera relatórios detalhados nos seguintes pontos:
Nesta sexta-feira (27), a Rua Humberto de Campos também passa a integrar a lista de vias monitoradas pela tecnologia.
Na prática, as câmeras registram o horário de passagem do veículo em dois pontos distintos para calcular a velocidade média do trajeto. Na Via Expressa, onde o limite é de 80 km/h, Campos revelou casos de condutores atravessando o trecho a 140 km/h. O mapeamento ajudará a determinar a velocidade de veículos instantes antes de colisões.
“Vamos conseguir ter clareza de como o motorista está se comportando, quais pontos podem sofrer realocação de radar… Ter dados que ajudarão a pensar em ações para ajudar na segurança viária”, avalia o secretário Fábio Campos.
Apesar da precisão do sistema, a Prefeitura de Blumenau garante que a tecnologia não será utilizada para aplicar multas. O motivo é a ausência de regulamentação pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para infrações baseadas em velocidade média no Brasil. Diferente de países europeus, a legislação brasileira exige a medição pontual no momento da passagem pelo radar para que a infração seja válida.
O cronograma municipal prevê que os relatórios sejam usados estritamente para o planejamento de medidas de segurança. Contudo, o município não descarta adotar a fiscalização punitiva caso a prática seja regulamentada futuramente pelos órgãos federais.
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