Porto de Imbituba sente impacto de tarifaço de Trump e pode perder até 200 contêineres por mês
12/08/2025
O recente aumento tarifário de 50% aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já provoca efeitos diretos na economia catarinense. No Sul do Estado, o Porto de Imbituba, um dos principais terminais de exportação da região, vê sua rota para o mercado norte-americano ameaçada — especialmente no setor madeireiro.
Segundo dados do próprio porto, as exportações representaram 49,4% de toda a movimentação de cargas do complexo em 2024. Entre os produtos mais enviados aos EUA estão madeira, pisos e itens refrigerados, como frango e peixe.
O presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, informou que, desde que as tarifas começaram a valer, na última quarta-feira (6), exportadores têm procurado alternativas para escoar suas cargas, priorizando outros destinos, como Europa e Ásia.
“Muita gente nos procurando para saber quais as nossas linhas com a Ásia, para exportar os produtos. Então os produtores estão buscando alternativas que não sejam os Estados Unidos”, destacou Lopes.
O executivo estima que a redução possa chegar a 150 a 200 contêineres por mês, volume que anteriormente tinha como destino o mercado norte-americano. Essa perda, segundo ele, pode representar cerca de 5% da movimentação total do porto.
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O impacto mais significativo deve recair sobre a indústria madeireira e de pisos, que dependem fortemente da rota Brasex — principal ligação marítima de Imbituba com os EUA.
“O nosso impacto está ligado à linha Brasex, que é uma rota de contêiner que temos daqui para os EUA. Essa linha tem como principais produtos a madeira, o piso e produtos refrigerados, como frango e peixe. Então isso nos impacta, principalmente, na madeira”, explicou Lopes.
O cenário leva empresas a reavaliar estratégias comerciais e logísticas, o que pode incluir acordos emergenciais com compradores de outros continentes para evitar prejuízos ainda maiores.
Especialistas do setor de comércio exterior apontam que, embora a diversificação de mercados seja uma saída viável, a adaptação exige tempo e negociações complexas. Para o Porto de Imbituba, ampliar o fluxo para a Ásia e Europa pode compensar parte das perdas, mas a expectativa é de que a transição leve alguns meses.
Enquanto isso, produtores e exportadores permanecem atentos a possíveis novos desdobramentos da política comercial norte-americana, que já sinaliza uma fase de tensão para o comércio bilateral.
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