Professora é presa acusada de injúria racial contra zelador em Maracajá
25/07/2025
A cidade de Maracajá, no litoral de Santa Catarina, foi palco de um episódio grave envolvendo discriminação racial no ambiente escolar. Na última quarta-feira, 23 de julho, uma professora da rede municipal de 66 anos foi presa sob acusação de injúria racial contra um zelador de 65, que trabalha em uma escola da região. O caso gerou indignação entre moradores e foi confirmado por testemunhas que presenciaram o ato de racismo.
A prisão ocorreu após uma denúncia da vítima à Polícia Militar, e o desdobramento da situação gerou um debate sobre atitudes preconceituosas e a necessidade de punições severas em casos de discriminação racial. O episódio não é isolado, pois o zelador afirma que a professora já havia se dirigido a ele com outros comentários ofensivos no passado.
O incidente aconteceu no interior de uma escola municipal de Maracajá, quando o zelador foi chamado por uma aluna para ajudar a carregar uma mesa. O homem, que tem 65 anos, explicou que somente ajudaria pessoas que o ajudassem. Esse gesto, aparentemente simples, desencadeou uma reação inesperada por parte da professora.
De acordo com o zelador, a educadora respondeu de forma agressiva, dizendo que o comportamento dele era coisa de "negrão". O comentário, de acordo com o relato do servidor, foi feito em tom depreciativo, com o intuito de ridicularizar sua atitude e reforçar um estereótipo negativo.
Testemunhas presentes na cena confirmaram que o comentário foi direcionado ao zelador e foi de fato uma manifestação de racismo. A atitude gerou revolta entre os colegas e alunos presentes, que observaram a cena com perplexidade.
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Após a denúncia do zelador, a Polícia Militar de Maracajá foi acionada e compareceu ao local para apurar os fatos. A professora, identificada como responsável pelo comentário, foi imediatamente detida e levada para a Central de Polícia Civil de Araranguá. O delegado Jorge Ghiraldo, que coordenou o caso, deu voz de prisão à educadora sob a acusação de injúria racial.
O episódio foi tratado com seriedade pela autoridade policial, dado o caráter de discriminação racial evidente no ocorrido. A prisão foi realizada de maneira formal, e a professora foi levada para uma audiência de custódia no final do mesmo dia.
Durante a audiência de custódia, a professora foi ouvida e afirmou que a frase que proferiu não tinha a intenção de ofender o zelador, mas sim de ser uma brincadeira. Ela alegou que o comentário foi mal interpretado, sem intenção de caráter preconceituoso.
Contudo, o juiz de plantão decidiu liberá-la provisoriamente, levando em consideração a argumentação da professora, mas também reconhecendo a gravidade do caso. A defesa da acusada tentou desqualificar o incidente, mas o histórico de outros episódios de comportamento racista, conforme relatado pelo zelador, contribuiu para um clima de desconfiança em relação à versão da professora.
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