Projeto busca punir com mais rigor o tráfico voltado à população de rua
20/08/2025
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2550/2025, que propõe o agravamento da pena para traficantes de drogas que atuam diretamente sobre pessoas em situação de rua. A medida altera a Lei nº 11.343/2006 (Lei Antidrogas), ampliando as hipóteses de aumento de pena já previstas na legislação atual.
De acordo com o texto aprovado, a pena será aumentada de um terço até a metade sempre que a droga for vendida, oferecida, entregue ou distribuída a pessoas em situação de rua — uma população marcada por extrema vulnerabilidade e exclusão social.
Adolescente é atropelado por moto em faixa de pedestres em Balneário Camboriú
Cão morre após ser atropelado por picape em SC; Polícia investiga maus-tratos
Traficante é preso em flagrante com 37 pedras de crack em Araranguá
A proposta foi apresentada pelo deputado Daniel Agrobom (PL-GO) e relatada pelo deputado Sanderson (PL-RS), que defendeu o agravante como forma de enfrentar com mais rigor práticas que exploram grupos socialmente fragilizados.
“Ao se dirigir a essas populações, o tráfico não apenas reforça ciclos de dependência e miséria, como também compromete a eficácia das políticas públicas de assistência social e saúde”, argumentou o relator.
Sanderson destacou ainda que a medida está alinhada à lógica da Lei Antidrogas, que já prevê agravantes quando o tráfico se aproveita de crianças, adolescentes e dependentes químicos. A nova redação, portanto, amplia a proteção legal sem alterar a essência da norma existente.
Um ponto importante ressaltado pelo relator é que a nova regra não penaliza a pessoa em situação de rua, mas sim o agente que se vale da vulnerabilidade dela para oferecer ou fornecer drogas. O objetivo, segundo os parlamentares envolvidos, é reforçar o caráter protetivo da legislação e impedir práticas de aliciamento e exploração social.
Após aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), responsável por avaliar a constitucionalidade e técnica jurídica da proposta.
Se aprovado na CCJ, o texto será submetido à votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Posteriormente, precisará passar pelo crivo do Senado Federal antes de ser sancionado e incorporado à legislação brasileira.
Mostrando 1 - 12. Total de 1044 em 87 página(s).
Utilizamos cookies para sua melhor experiência em nosso website. Ao continuar nesta navegação, consideramos que você aceita esta utilização.
Ok Política de Privacidade
Últimas Notícias
Copyright 2018 - Todos os direitos reservados - Jornal Sul Catarinense