Relembre o caso: agressão brutal registrada por câmeras
05/08/2025
Igor Eduardo Cabral foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio no dia 30 de julho. Ele foi filmado pelas câmeras de segurança do prédio onde morava com a namorada, espancando-a violentamente dentro do elevador. Em menos de dois minutos, ele desferiu 61 socos contra a vítima, que ficou caída no chão, sem qualquer reação.
O porteiro do prédio, Anésio, testemunhou o que ocorria pelo monitor de segurança e imediatamente acionou a polícia. “Nunca tinha visto uma cena como aquela”, relatou.
A mulher agredida sofreu fraturas múltiplas no rosto e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial. Em um bilhete divulgado nas redes sociais, ela afirmou: “Eu sabia que ele ia me bater. Por isso não saí do elevador.” A mensagem comoveu milhares de pessoas e gerou uma onda de solidariedade.
O cirurgião responsável pelo procedimento, Dr. Kerlison Paulino de Oliveira, afirmou que os ferimentos se assemelham aos de vítimas de acidentes automobilísticos. “Num caso como esse, é difícil que não haja sequelas. Precisamos aguardar entre 45 a 60 dias para avaliar os resultados da cirurgia”, explicou.
Durante depoimento, Igor tentou justificar a agressão alegando sofrer de claustrofobia e ter “perdido o controle emocional” dentro do elevador. A explicação, no entanto, foi recebida com ceticismo pelas autoridades e pela opinião pública, dada a gravidade e a extensão das agressões registradas.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades tanto na esfera criminal — pela tentativa de feminicídio — quanto administrativa, no que diz respeito às supostas agressões dentro da unidade prisional
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