Santa Catarina é segundo em qualidade de vida
20/09/2017
Boa notícia. No conjunto de nove indicadores do IDGE avaliados pela consultoria Macroplan, o Estado aparece em primeiro lugar em três deles: saúde, desenvolvimento econômico e desenvolvimento socialPELA Macroplan, consultoria especializada em cenários futuros e gestão pública, classificou Santa Catarina como o segundo estado com a melhor qualidade de vida do país.
Para definir a posição dos Estados e Distrito Federal, a Macroplan utilizou o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), que abrange um conjunto de 28 indicadores de nove áreas: educação, saúde, segurança, juventude, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, condições de vida e institucional - e ainda um painel com dados fiscais. Em três áreas, Santa Catarina alcançou a melhor pontuação: Saú- de, Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social. Essa é a primeira vez que o Estado aparece em segundo lugar no ranking do IDGE. No levantamento anterior, em 2015, ocupou a nona posição.
Os melhores 1º Santa Catarina 2º Rio Grande do Sul 3º Distrito Federal Os piores 25º Piauí 26º Maranhão 27º Roraima Educação Os melhores 1º São Paulo 2º Distrito Federal 3º Santa Catarina. Os piores 25º Alagoas 26º Maranhão 27º Sergipe. Juventude Os melhores 1º Distrito Federal 2º São Paulo 3º Santa Catarina Os piores 25º Amapá 26º Maranhão 27º Alagoas. Segurança Pública Os melhores 1º São Paulo 2º Acre 3º Rio de Janeiro Os piores 25º Sergipe 26º Tocantins 27º Roraima Infraestrutura Os melhores 1º São Paulo 2º Rio de Janeiro 3º Distrito Federal Os Piores 25º Amazonas 26º Acre 27º Amapá Desenvolvimento Econômico Os melhores 1º Santa Catarina 2º Distrito Federal 3º Paraná Os piores 25º Paraíba 26º Rio Grande do Norte 27º Alagoas Desenvolvimento Social Os melhores 1º Santa Catarina 2º Mato Grosso 3º Goiás Os piores 25º Amazonas 26º Acre 27º Maranhão Condições de Vida Os melhores 1º São Paulo 2º Rio de Janeiro 3º Minas Gerais Os piores 25º Pará 26º Amapá 27º Maranhão Institucional Os melhores 1º Distrito Federal 2º Espírito Santo 3º Amapá Os piores 25º Rio Grande do Norte 26º Roraima 27º Bahia analisa a evolução dos Estados pelo período de uma década, definindo o ranking em uma pontuação que vai de 0 a 1 - quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no Estado. Na média geral, Santa Catarina obteve índice 0,827, atrás apenas de São Paulo, o estado mais desenvolvido, com 0,846. O estudo identificou avanços importantes em todas as Unidades da Federação na década 2005-2015, mas, em contrapartida, uma desaceleração da velocidade do crescimento a partir de 2011 e um expressivo retrocesso no biênio 2014-2015, quando as crises política e econômica se acentuaram. Dos 27 estados, 24 recuaram nos indicadores econômico e social em relação a 2014. “Desde 2005, o Brasil não havia experimentado retração tão intensa”, alerta o diretor da Macroplan, Gustavo Morelli. Segundo ele, o quadriênio de 2015-2018 deverá ser perdido do ponto de vista de avanços que reduzam a distância do Brasil de países desenvolvidos. Os dados preliminares de 2016 já indicam que as áreas de segurança e infraestrutura também devem ser fortemente impactadas pela crise. Os indicadores de desenvolvimento econômico e social, os quais Santa Catarina aparece em primeiro lugar, foram os que sofreram os impactos mais imediatos da crise. “Nessas áreas quase todos os estados regrediram em 2015, inclusive Santa Catarina”, afirma Adriana Fontes, Consultora Sênior da Macroplan e coordenadora do estudo. Mesmo assim, ela lembra que em 19 dos 28 indicadores analisados, Santa Catarina aparece entre os cinco melhores. “Isso deve-se à gestão mais moderna e ao modelo de desenvolvimento inclusivo que se observa em Santa Catarina, além de indicadores bastante positivos como baixo índice de pobreza e de mortalidade infantil”. O objetivo do levantamento, explica ela, é apresentar um quadro da evolução dos estados e que as boas práticas possam servir de exemplo para outras unidades da federação. O estudo, de acordo com Adriana, se baseia em informações de órgãos oficiais como IBGE e INEP. “O que a Macroplan faz é reunir essas informações numa base de dados única, dando uma visão ampla da evolução de cada Unidade da Federação em indicadores de qualidade de vida”. Santa Catarina aparece bem colocada em outros três indicadores. A educação, onde é terceira; a Juventude, com o segundo lugar; e Infraestrutura, com a quinta colocação. Já a segurança pública, que tem preocupado o governo, aparece apenas na oitava posição, mesma situação do indicador Condições de Vida, que avalia déficit habitacional e saneamento básico. Atrás de São Paulo e Santa Catarina, no ranking geral do IDGE, estão, pela ordem, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Paraná. Já na parte debaixo figuram Roraima, Pará, Piauí, Alagoas e o pior de todos, o Estado do Maranhão. Inovação Morelli entende que a recessão que o país atravessa confirma uma profunda mudança na estrutura da administração pública brasileira. “Chegou ao fim o ciclo de abundância de recursos e de expansão do poder público”. Para ele, a crise impõe um enorme desafio de renova- ção da gestão pública e os Estados podem assumir o papel de protagonistas. “Por muitos anos, os governos conviverão com acentuada escassez de recursos e fortes pressões sociais para fazer mais e melhor com menos recursos”, alerta. Entre as medidas recomendadas pela Macroplan estão o foco na melhora da qualidade das políticas e da produtividade dos gastos; avan- ço na profissionalização da gestão, combate intenso e transparente à corrupção, privilégios e desperdí- cios; garantia da solvência financeira e do equilíbrio fiscal e gestão ativa do capital político e das expectativas da sociedade, a partir de um novo modelo de governança que articule governo e sociedade em torno de estratégias de longo prazo para enfrentar a ameaça de um colapso na gestão dos estados.
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