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Setor público tem déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto

30/09/2026

Banco Central informou que o rombo caiu ante agosto de 2025, quando somou R$ 17,3 bilhões, e que juros e dívida seguiram em alta.


O setor público consolidado — União, estados, municípios e empresas estatais — fechou agosto com déficit primário de R$ 10 bilhões, uma melhora frente ao mesmo mês de 2025, quando o rombo foi de R$ 17,3 bilhões, informou o Banco Central (BC) nesta quarta-feira (30). O resultado exclui os juros da dívida e reflete déficit do Governo Central de R$ 14,7 bilhões, superávit de R$ 2,7 bilhões dos governos regionais e saldo positivo de R$ 2 bilhões das estatais.


Juros pesaram mais no mês


O déficit primário corresponde ao resultado das contas públicas sem considerar o pagamento dos juros da dívida. Em agosto, os gastos com juros nominais somaram R$ 105,9 bilhões, acima dos R$ 74,3 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Segundo o BC, esse aumento foi puxado principalmente pela piora no resultado das operações de swap cambial, que passaram de ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 para perda de R$ 9,3 bilhões em agosto deste ano.


No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, o setor público consolidado registra déficit primário de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. O resultado é 0,06 ponto percentual inferior ao déficit do primeiro semestre. As despesas com juros chegaram a R$ 1,182 trilhão em 12 meses, ou 8,86% do PIB.


Dívida subiu com juros e câmbio


Ao incluir o pagamento de juros, o resultado nominal do setor público ficou deficitário em R$ 115,9 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 1,264 trilhão, ou 9,48% do PIB, alta de 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior.


A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu R$ 9,2 trilhões em agosto, o equivalente a 69,3% do PIB. O indicador subiu 0,1 ponto percentual no mês, influenciado principalmente pelos juros nominais e pelo déficit primário. Já a Dívida Bruta do Governo Geral — INSS, governos estaduais e municipais — chegou a R$ 11,1 trilhões, ou 82,9% do PIB. O percentual ficou 0,3 ponto acima do registrado em julho.


De acordo com o Banco Central, o avanço da dívida bruta no mês refletiu principalmente a incorporação dos juros nominais e os efeitos da variação cambial. No acumulado do ano, a DBGG aumentou 4,2 pontos percentuais do PIB. As informações são da Agência Brasil.

# Agência Brasil

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