Uso excessivo de eletrônicos na infância é debatido na Cultural Kids Expo
17/11/2015
O uso das mídias eletrônicas causa um profundo impacto nas crianças. Esse assunto foi debatido pelo médico neuropediatra Ricardo Moraes Ribeiro em palestra na primeira edição da Cultural Kids Expo, feira totalmente especializada para crianças, que ocorreu entre os dias 13 e 15 de novembro, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. Segundo ele, dificuldades de aprendizado, obesidade, agressividade e distúrbios do sono são algumas das consequências do uso excessivo de eletrônicos durante a infância.
Ribeiro explicou quais são os principais problemas que as crianças podem desenvolver devido a utilização em excesso de mídias eletrônicas. “Jogos com violência devem ser inibidos pelos pais, pois causam maior risco de problemas com jogos de aposta na vida adulta e nos meninos podem estimular um aumento no comportamento agressivo”, ressalta.
Quanto ao uso de redes sociais por crianças, o neuropediatra ressaltou que pode estimular a iniciação e o aumento no consumo de bebida alcoólica. “Elas também ficam expostas ao cyberbulling, perdem a privacidade, correm o risco de desenvolver depressão e acabam por ter dificuldades em relações de autoridade”, explicou.
Para Ribeiro, o uso saudável pode ser estimulado por meio de algumas atitudes e mudanças dos pais. “Retira ou não colocar aparelhos eletrônicos do quarto das crianças, estabelecer regras para restringir o tempo de uso, promover atividades lúdicas e ao ar livre, monitorar o horário de utilização, desligar aparelhos eletrônicos durante as refeições e à noite, proibir o acesso a conteúdo violento e romântico ou com linguagem inapropriada, e principalmente, estimular a leitura. Essas ações contribuem para um desenvolvimento saudável e adequado das crianças”, finalizou.
Neuropediatria
A Neuropediatria (também denominada Neurologia Pediátrica ou Neurologia Infantil) constitui uma especialidade ou subespecialidade médica dedicada às doenças ou disfunções do sistema nervoso e do sistema muscular que se manifestam na criança ou na adolescência. A sua autonomia é justificada, por um lado, pela alta prevalência global das doenças neurológicas e pela ocorrência de patologias específicas neste grupo etário e, por outro lado, pelo fato das diferentes noxas afetarem um sistema nervoso imaturo e em desenvolvimento, o que implica um conhecimento e abordagem distintas dos da neurologia do adulto nomeadamente nos aspectos semiológicos.
O Neuropediatra tem como função essencial o diagnóstico, prognóstico, orientação terapêutica e aconselhamento dos problemas neurológicos que afetam a criança ou o adolescente, mas, a sua atividade clínica exige frequentemente um contato estreito com outros especialistas não só da pediatria ou da neurologia, mas, ainda, da genética, bioquímica, neuroradiologia, neurofisiologia, neuropatologia, neurocirurgia, psiquiatria infantil e reabilitação.
Alguns Neuropediatras tendem já a diferenciar-se ou a exercer predominantemente a sua atividade clínica em determinados grupos etários (neurologia fetal, neurologia neonatal) ou grupos nosológicos (epilepsia, doenças neurometabólicas, doenças musculares, paralisia cerebral, transtornos da aprendizagem e do comportamento, etc.).
Cultural Kids Expo
A Cultural Kids Expo adotou um conceito inovador ao combinar informação, entretenimento e exposição de produtos e serviços especializados para o público infantil de zero a 12 anos e, também, para pais e futuros pais, fornecendo-lhes orientações, ferramentas e recursos para a tomada de decisões no âmbito da educação, arte, cultura, música, culinária, esporte, lazer e férias de seus filhos.
A iniciativa foi da Zoom Feiras e Eventos e contou com o apoio do Conselho Comunitário dos Bairros Saic e Jardim Itália e da Prefeitura Municipal de Chapecó. Com o apoio Institucional da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Facisc, Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Chapecó), Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Social do Comércio (Sesc). Também apoiaram o projeto cultural as empresas Coopercentral Aurora Alimentos, Textil Oeste e MH Net.
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