VAREJISTAS LOTAM PLENÁRIA DA ALESC E PEDEM O FIM DAS FEIRAS ITINERANTES
17/06/2015
A Frente Parlamentar de apoio ao Comércio Varejista, junto da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) tratou em audiência pública a atuação de comerciantes ambulantes, que trabalham em feiras itinerantes, popularmente conhecidas como feirinhas do Brás em vários municípios do estado.
A classe lojista entende que é necessária uma revisão completa no Decreto 3.727, de 23.11.05, em especial, na alteração 961, inibindo e anulando a presença de empresários não cadastrados no CCICMS/SC operando em Santa Catarina.
Empresários do varejo de várias cidades do Estado lotaram a plenária da ALESC nesta terça-feira, dia 16, fortalecendo a causa, sendo recebidos pelo presidente da FCDL, Ivan Roberto Tauffer e pelo deputado Darci de Matos (PSD), coordenador da Frente. O presidente da CDL Araranguá, Clézio Manoel Motta liderou uma comitiva formada por varejistas de Araranguá e região.
A vice-presidente de aperfeiçoamento profissional e da CDL Jovem da FCDL/SC, Gisele Tonetto, de Turvo/SC, salienta a importância de se formar uma força tarefa para conquistar a revogação ou adequação no Decreto. "É necessário uma regulamentação salutar à revogação desta permissividade prejudicial que se impõe, ou então que se operam as alterações emergenciais", enfatiza ela.
Conhecidas como “Feirinhas do Brás”, os eventos atraem uma multidão de consumidores em busca de produtos mais baratos, o que tem prejudicado os comerciantes das cidades onde são realizadas. O coordenador da Frente de Apoio ao Comércio Varejista, deputado Darci de Matos (PSD), disse que a realização das feirinhas causa perda ao Estado em arrecadação e prejudica quem investe em Santa Catarina.
CLÉZIO MANOEL MOTTA É OVACIONADO
POR MAIS DE 500 PESSOAS NA ALESC
Em reunião na ALESC junto dos representantes da FCDL/SC e FECAM, o presidente da CDL Araranguá, Clézio Manoel Motta proferiu um emocionado discurso, sendo aplaudido de pé pelos presentes.
"Nossa mobilização na ALESC representa mais de 200 Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina, que reúnem 42 mil empresas associadas, gerando milhares de empregos. Portanto, hoje falamos em nome do empregador e do empregado.
Nosso pedido, nossa súplica é que os governantes invistam em medidas que venham inibir o fortalecimento deste comércio paraquedista, que chega às nossas cidades sem qualquer compromisso com o desenvolvimento social e responsabilidade com o povo local, tirando a expectativa, tirando a esperança do lojista, nos fazendo sentir desrespeitados.
Pensamos que nossas leis municipais seriam suficientes para travar a realização das feiras. Estávamos enganados. Esperamos que aqui seja o ponto final de um clamor da nossa classe e daqueles que dependem de nós para sustentar suas famílias e realizar seus sonhos neste estado abençoado por Deus".
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