Vereador alerta para risco de alta de até 200% nos pedágios do Sul de SC
27/11/2025
Vereador Kelvin Irian Martins Drewke (PP), de Maracajá, em Santa Catarina, está mobilizando a região Sul contra um possível reajuste drástico nos pedágios locais. Em entrevista recente ao jornalista Lucas Casagrande, da Rádio Araranguá, ele destacou que o governo federal planeja um novo modelo de concessão para a BR-101, o que pode elevar as tarifas em até 200% ou mais. A preocupação central é o impacto direto no dia a dia de quem depende da rodovia para trabalhar e se locomover.
A ampliação e readequação do trecho do Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis, é um projeto antigo e necessário para melhorar o fluxo na BR-101. O trecho atual, gerido pela Autopista Litoral Sul, pode ser transferido para a CCR ViaCosteira, concessionária da BR-101 Sul, que assumiria a execução da obra. Essa mudança, segundo Drewke, inevitavelmente afetaria as praças de pedágio no Sul do estado, como em Maracajá e São João do Sul.
O vereador enfatiza que não se opõe à obra em si: "Somos totalmente favoráveis. O que não podemos aceitar é que a conta seja repassada para quem não usa aquele trecho", declarou na entrevista. Ele cobra da CCR soluções para problemas locais não resolvidos, questionando por que o Sul arcaria com custos de uma intervenção distante.
Para ilustrar o peso da medida, Drewke trouxe números concretos. Hoje, um trabalhador que vai de Araranguá a Criciúma gasta cerca de R$ 115 mensais em pedágios. Com um aumento para R$ 4,80 por passagem, isso subiria para R$ 230; se triplicar, chegaria a mais de R$ 340. Para quem passa quatro vezes ao dia, o custo pode bater R$ 400 por mês.
Ele aponta a desigualdade regional: enquanto a média salarial no Sul gira em torno de R$ 1.800 a R$ 2.000, em Florianópolis supera R$ 5 mil. "Vamos tirar comida da mesa para pagar uma obra a centenas de quilômetros?", provoca o vereador, ecoando o descontentamento de moradores que já manifestam preocupação. Esse cenário agrava a vida de famílias com dois salários mínimos, após despesas com gasolina, alimentação e básicas.
Drewke protocolou requerimentos na Câmara de Maracajá e busca apoio de vereadores da Amesc e Amrec, além de deputados federais eleitos na região. "É hora de unir forças em Brasília para impedir essa injustiça. Não é briga de direita ou esquerda; é defesa da população", afirma. Ele alerta para um "efeito dominó": barreiras entre municípios, encarecimento de mercadorias, prejuízo a empresas e ao transporte local.
A articulação inclui visitas a câmaras vizinhas e pressão por transparência no modelo de concessão federal. Sem intervenção, o reajuste criaria desigualdades ainda maiores no acesso à rodovia essencial para a economia sulista.
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