A bactéria Wolbachia reduz a transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti
26/01/2026
A técnica de controle biológico fundamentada no uso da bactéria Wolbachia está sendo aplicada em Santa Catarina para conter o avanço de arboviroses. A medida utiliza mosquitos modificados que perdem a capacidade de transmitir patógenos para a população humana.
Municípios catarinenses têm observado uma redução significativa na circulação de vírus como dengue, zika e chikungunya após a implementação de projetos com a bactéria Wolbachia. De acordo com informações divulgadas pelo NSC Total, a estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que atuam como aliados no controle sanitário.
A eficácia do método reside no papel da bactéria dentro do organismo do inseto. Ao ser introduzida no Aedes aegypti, a Wolbachia funciona como uma barreira natural que impede o desenvolvimento e a multiplicação dos vírus. Sem a replicação viral interna, o mosquito se torna incapaz de infectar pessoas durante a picada.
Os projetos em Santa Catarina já apresentam indicadores promissores, fortalecendo a segurança das comunidades locais. Além de reduzir a carga viral circulante, a iniciativa promove uma mudança no paradigma de combate ao mosquito, focando em soluções biológicas de longo prazo para as crises sazonais de saúde pública.
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