Aleitamento materno afeta a saúde por anos e o Brasil corre atrás da meta
11/08/2026
OMS diz que menos de 50% das crianças recebem aleitamento exclusivo e quer 60% até 2030; no Brasil, índice foi de 4,7% para 45,8%.
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses reduz o risco de doenças crônicas e a mortalidade na infância, segundo a OMS, enquanto menos de 50% das crianças no mundo recebem essa alimentação de forma exclusiva. A Assembleia Mundial da Saúde quer chegar a 60% até o ano de 2030, e o Brasil tenta avançar até 2030 com uma meta de 70%.
A amamentação nos primeiros 1000 dias de vida — da concepção aos dois anos — ajuda a definir a programação metabólica do indivíduo. Estudos indicam proteção contra obesidade na vida adulta, diabetes, asma e infecções respiratórias.
O desmame precoce e a entrada de substitutos, como fórmulas infantis, estão associados a mais sobrepeso, hipertensão arterial e distúrbios metabólicos futuros. Os efeitos positivos também chegam às mulheres: a amamentação reduz o sangramento pós-parto e diminui o risco de câncer de mama e de ovário.
A prática ainda corta gastos familiares e hospitalares, porque crianças amamentadas tendem a adoecer menos. No Brasil, o índice de amamentação exclusiva saiu de 4,7% na década de 1980 para 45,8% em 2019.
O país é referência global na área e agora busca alcançar 70% de aleitamento exclusivo até 2030. As informações são da CNN Brasil.
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