Brasil alcança vice-liderança mundial em buscas por Ozempic e Mounjaro
17/03/2026
O Brasil consolidou-se como o segundo país que mais pesquisa por Ozempic e Mounjaro no mundo. Especialistas alertam que o uso dessas substâncias sem o devido planejamento alimentar pode acarretar deficiências nutricionais graves, perda de massa muscular e efeitos estéticos adversos, tornando o acompanhamento profissional indispensável para a manutenção da saúde.
O Brasil atingiu a marca de segundo colocado no ranking global de buscas pelos medicamentos Ozempic e Mounjaro. Os dados, compilados pela plataforma de telemedicina Conexa Saúde com base em registros de meados de 2025, revelam uma busca massiva pelas chamadas “canetas emagrecedoras”. Originalmente indicados para diabetes tipo 2 e obesidade, esses fármacos tornaram-se fenômenos de procura por quem deseja reduzir medidas rapidamente.
Entretanto, a eficácia na redução do apetite traz consigo um alerta crítico para a saúde pública. Como o desejo de comer diminui drasticamente, muitos usuários deixam de ingerir nutrientes vitais para o funcionamento do corpo. Segundo informações veiculadas pelo portal CNN Brasil, esse déficit pode resultar em fadiga crônica, queda de cabelo e na perda de tônus muscular. Nas redes sociais, o fenômeno da flacidez facial acentuada ganhou até nome próprio: “rosto de Ozempic”.
A nutricionista Sandra Regina Garcia, da Soldiers Nutrition, enfatiza que o uso desses medicamentos exige um planejamento rigoroso. Sem uma dieta equilibrada e a prática de exercícios, o organismo sofre danos que vão além da balança. A especialista explica que a medicação auxilia o processo, mas não substitui a necessidade de proteínas e vitaminas que sustentam a estrutura física e metabólica do paciente.
Para mitigar esses impactos, a suplementação costuma ser uma aliada recomendada por profissionais. O uso de creatina e whey protein ajuda a preservar a massa magra e evitar a flacidez, enquanto o ômega-3 atua no controle inflamatório durante o emagrecimento. Além disso, multivitamínicos e a coenzima Q10 são citados como essenciais para repor lacunas deixadas pela baixa ingestão alimentar, mantendo a imunidade e a disposição física em dia.
O tratamento não está livre de desconfortos e riscos. Sintomas gastrointestinais como náuseas, constipação e episódios de diarreia são comuns, especialmente nas semanas iniciais de adaptação. Sandra Garcia adverte que o uso de estimulantes ou termogênicos em conjunto com as canetas pode potencializar efeitos adversos, como taquicardia e ansiedade, exigindo cautela extrema e avaliação individualizada.
Por fim, especialistas reforçam que a utilização desses fármacos apenas por motivos estéticos, sem mudança de estilo de vida, é um caminho perigoso para o efeito sanfona. Sem a reeducação alimentar e o monitoramento de níveis de vitaminas lipossolúveis (como A e D), o risco de recuperar o peso perdido — e comprometer o metabolismo permanentemente — torna-se uma ameaça real para os pacientes que ignoram a orientação médica.
Mostrando 1 - 12. Total de 402 em 34 página(s).
Utilizamos cookies para sua melhor experiência em nosso website. Ao continuar nesta navegação, consideramos que você aceita esta utilização.
Ok Política de Privacidade
Últimas Notícias
Copyright 2018 - Todos os direitos reservados - Jornal Sul Catarinense