Hospital Regional de Araranguá enfrenta desafio financeiro e planeja pagamento do 13º salário
05/11/2025
O Hospital Regional de Araranguá vive um momento de grande dificuldade financeira, afetando diretamente o pagamento do 13º salário de seus colaboradores. Kristian Souza, diretor do hospital e da Policlínica, detalhou em entrevista que a instituição enfrenta falta de recursos para honrar esse compromisso trabalhista tão importante.
Segundo Kristian, a principal causa da crise é a ausência de reajustes contratuais por parte do Governo do Estado, responsável pelos repasses financeiros ao hospital. O diretor relata que, apesar de repetidas solicitações e da apresentação detalhada das despesas, o Estado não autorizou aumento nos repasses. Isso causa um desequilíbrio financeiro que compromete não só os pagamentos aos funcionários, mas também impostos e fornecedores.
Ele explicou que a esperança era de que um novo edital, que definiria a Organização Social responsável pela gestão da unidade, resolvesse a questão. Porém, a suspensão desse edital deixou a situação ainda mais incerta, e agora o hospital aguarda uma definição da Secretaria de Estado da Saúde.
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Diante desse cenário, a direção do hospital está estudando medidas emergenciais para garantir o pagamento do 13º salário. Kristian afirmou: "Hoje não temos dinheiro para pagar o décimo terceiro salário aos funcionários. Teremos que fazer algumas ações para honrar com os colaboradores." Mesmo assim, o pagamento desses valores pode impactar a capacidade da instituição de manter outras áreas em funcionamento.
O diretor reforça que, mesmo com a preocupação, a prioridade continua sendo o atendimento de qualidade aos pacientes, garantindo que a crise financeira não comprometa o serviço.
O diretor relembra que a falta de reajuste não é um problema novo. Em 2021, o hospital conseguiu garantir um reajuste via ação judicial, uma saída que, infelizmente, não é sustentável a longo prazo. Kristian destaca que o governo estadual tem total conhecimento da situação, já que mantém um centro de custo dentro do hospital, o que permite acompanhar todas as movimentações financeiras.
O Hospital tem até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13º salário e até 20 de dezembro para a segunda. Kristian mostra confiança de que, mesmo com recursos limitados, o compromisso será honrado, mesmo que isso gere falta de recursos em outras áreas.
Essa situação levanta questões importantes como: qual o impacto a longo prazo da ausência de reajustes? A assistência à saúde pode ser prejudicada se o problema se prolongar? E, acima de tudo, como o poder público pode atuar para garantir a sustentabilidade das unidades essenciais de saúde?
O cenário vivido pelo Hospital Regional de Araranguá é um exemplo claro dos desafios que unidades de saúde públicas enfrentam no Brasil. A situação descrita por Kristian Souza mostra que, por trás dos números, existem profissionais dedicados que dependem do pagamento justo para continuar seu trabalho. Enquanto a direção busca soluções, a população também precisa estar atenta à importância de políticas públicas eficazes para garantir a saúde de forma sustentável.
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