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Notícias | Saúde


O que é o diabetes tipo 5 e como ele se difere do tipo 1?

24/07/2025

Em 2025, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) reconheceu oficialmente o diabetes tipo 5, uma versão rara da doença que tem uma associação direta com a desnutrição. Embora o diabetes tipo 5 tenha sido identificado pela primeira vez há quase 70 anos, ele ainda é pouco compreendido e raramente diagnosticado de forma adequada. Mas como ele se diferencia dos tipos já conhecidos? E por que é importante entender essas distinções?


O novo tipo de diabetes


O diabetes tipo 5 é uma condição emergente que afeta principalmente indivíduos magros e com deficiências nutricionais severas. De acordo com estimativas da IDF, entre 20 e 25 milhões de pessoas no mundo vivem com essa doença, especialmente em regiões da Ásia e África, onde a desnutrição é mais prevalente.


O diabetes tipo 5 ocorre principalmente em jovens adultos com um IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 19, geralmente antes dos 30 anos. Antes do reconhecimento da doença pela IDF, muitos casos eram erroneamente diagnosticados como diabetes tipo 1, uma doença autoimune também comum entre pessoas jovens e magras. A confusão se dá, em parte, pela semelhança nos sintomas iniciais, como os níveis elevados de glicose no sangue.


Diferenças cruciais entre o diabetes tipo 5 e o tipo 1


Embora ambos os tipos de diabetes afetem pessoas jovens e magras, as causas e os mecanismos por trás do diabetes tipo 5 são bastante distintos. Vamos entender as principais diferenças:




  1. Causa e desenvolvimento da doença:




    • Tipo 1: É uma doença autoimune que destrói rapidamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.




    • Tipo 5: A causa está associada a uma formação reduzida das células beta no pâncreas, muitas vezes devido à desnutrição na gestação ou na infância, fases críticas de desenvolvimento do organismo. Embora o pâncreas ainda produza alguma insulina, a quantidade não é suficiente para manter os níveis de glicose controlados.






  2. Produção de insulina:




    • Tipo 1: A produção de insulina se esgota rapidamente, o que resulta em um controle deficiente da glicose e a necessidade de reposições frequentes.




    • Tipo 5: A produção de insulina é reduzida, mas ainda presente, o que evita complicações graves, como a cetoacidose diabética (uma condição frequentemente fatal no tipo 1).






 


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Como diagnosticar o diabetes tipo 5?


Para diferenciar o diabetes tipo 5 do tipo 1, dois exames são essenciais:




  1. Dosagem de anticorpos: No tipo 1, anticorpos contra o pâncreas estão presentes, indicando que o sistema imunológico está atacando as células beta do órgão.




  2. Peptídeo C: Este exame mede a reserva de insulina do paciente. No tipo 1, a reserva é quase inexistente, enquanto no tipo 5, ainda há uma produção residual de insulina.




A presença de insulina residual no diabetes tipo 5 é uma das principais características que o distingue do tipo 1.


Tratamento do diabetes tipo 5


O tratamento do diabetes tipo 5 exige um enfoque nutricional e médico integrado:




  1. Reposição de insulina: Assim como no tipo 1, pacientes com diabetes tipo 5 precisam de insulina para controlar a glicose. Contudo, a reposição nutricional também é essencial.




  2. Ajustes nutricionais: Pacientes com essa condição devem passar por uma reestruturação nutricional para repor proteínas, carboidratos, micronutrientes e eletrólitos, elementos essenciais para o bom funcionamento do corpo.




Devido à dificuldade de diagnóstico, muitos pacientes com diabetes tipo 5 acabam sendo tratados de forma inadequada, o que aumenta o risco de complicações, como doenças renais, amputações e até cegueira.


Mais comum em homens e em áreas rurais


Estudos indicam que o diabetes tipo 5 atinge mais homens do que mulheres, especialmente aqueles que vivem em áreas rurais, onde o acesso a diagnósticos e tratamentos adequados é mais limitado.


A falta de diagnóstico correto pode levar à falta de acompanhamento adequado, elevando as chances de complicações graves. A boa notícia é que, com o tratamento certo, as pessoas com diabetes tipo 5 podem controlar a doença e evitar essas complicações.




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# Fonte: Einstein Hospital Israelita / Foto: Freepik

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