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SUS passa a oferecer teste FIT para rastrear câncer colorretal

10/08/2026

SUS passa a oferecer teste FIT para rastrear câncer colorretal


Exame entra na rede nesta segunda-feira (10) e mira homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos.


O Sistema Único de Saúde passou a oferecer, a partir desta segunda-feira (10), o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) para rastrear câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União que limita o uso do exame ao rastreamento bienal e ao envio do material para análise laboratorial.


O procedimento não vale para investigação diagnóstica de pessoas com sintomas ou suspeita clínica da doença. Em maio, o ministério já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal.


Como o exame chega à casa do paciente


O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem sinalizar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, ele usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.


O paciente recebe um kit para coleta em casa e depois envia o material para análise laboratorial. Se o resultado detectar sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.


Entre as vantagens listadas pela pasta estão não exigir preparo intestinal, dispensar dieta restritiva antes da coleta, poder ser feito com apenas uma amostra, ser menos invasivo e ter maior adesão da população.


Mais gente deve entrar na fila da prevenção


Dados da pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações e pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Hoje, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.


A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal no Brasil. Segundo o ministério, a colonoscopia segue como a principal forma de avaliar o intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer. As informações são da Agência Brasil.

# Agência Brasil

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