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Prefeito de Criciúma vivencia experiência em situação de rua e propõe projeto de Internação Involuntária

30/07/2025

Narciso Barone - Redação SEO ON

Em uma ação inédita, o prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), adotou uma estratégia ousada para entender de perto as dificuldades enfrentadas pelas pessoas em situação de rua: ele viveu, por 18 horas, imerso nas ruas da cidade, disfarçado como um morador de rua.


O intuito dessa experiência era avaliar as políticas públicas de acolhimento e, com isso, propor mudanças que possam beneficiar os cidadãos mais vulneráveis. O projeto de lei em discussão visa regulamentar a internação involuntária para dependentes químicos que não têm condições de tomar decisões sobre sua própria saúde. A proposta gerou debates e está sendo cuidadosamente analisada pela Secretaria de Assistência Social de Criciúma.


O projeto de internação involuntária



A proposta de regulamentação da internação involuntária tem como objetivo garantir cuidado e assistência a pessoas que, por estarem em estado crítico devido ao uso excessivo de substâncias químicas, não conseguem reconhecer a necessidade de tratamento. A secretária de Assistência Social, Dudi Sônego, explicou que, em alguns casos, as pessoas em situação de rua podem estar se colocando em risco, e, mesmo assim, recusam ajuda. Ela mencionou que a proposta será discutida com o apoio da Procuradoria Jurídica do município, antes de ser encaminhada à Câmara de Vereadores.


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O projeto prevê que, em casos onde o indivíduo represente um risco para si mesmo ou para os outros, a internação involuntária será autorizada. A medida pode ser solicitada por familiares ou, em situações extremas, por autoridades competentes, após análise de um laudo médico. O objetivo é evitar que as pessoas se exponham a situações perigosas sem a possibilidade de intervenção imediata.


A realidade das vagas em unidades terapêuticas


Atualmente, Criciúma possui 150 vagas em unidades terapêuticas para tratamento da dependência química, todas ocupadas. A Prefeitura já trabalha para aumentar a quantidade de vagas, mas a secretária Dudi Sônego alertou que o custo tem sido totalmente arcado pelo município, sem o apoio adequado de outras esferas governamentais.

O município tem parcerias com comunidades terapêuticas em cidades vizinhas, como Siderópolis, Nova Veneza e Tubarão, para ampliar as opções de tratamento. Além disso, o prefeito Vaguinho Espíndola se comprometeu a buscar parcerias com o Governo do Estado e com a União para viabilizar o aumento desses serviços.

Vivência do prefeito: "sentir na pele"



No dia 10 de julho, Vaguinho Espíndola se disfarçou como morador de rua e percorreu mais de 40 quilômetros pelas ruas de Criciúma. A experiência, que durou mais de 18 horas, foi feita com o objetivo de compreender de forma mais profunda as dificuldades diárias enfrentadas por quem vive nas ruas, especialmente aqueles que sofrem com dependência química. A ação começou às 5h30 e terminou por volta da meia-noite e meia, quando o prefeito foi abordado por uma equipe da Assistência Social.


Durante o dia, ele percorreu os principais pontos da cidade, como as praças do Congresso e Nereu Ramos, e à noite, seguiu para a região do Pinheirinho, conhecida pela presença de pessoas em situação de rua. Vaguinho chegou a pedir esmolas em semáforos, uma experiência que rendeu quase R$ 6 em apenas 15 minutos. Curiosamente, o prefeito passou perto dos próprios filhos sem ser reconhecido. A vivência foi documentada com câmeras escondidas, e o prefeito compartilhou o resultado em suas redes sociais.


Reações e implicações da experiência




Após a vivência, Vaguinho Espíndola destacou a importância de regular a internação involuntária como uma ferramenta de proteção para aqueles que se encontram em situações extremas e que não têm condições de buscar ajuda por conta própria. Ele defendeu que as políticas públicas precisam ser mais assertivas e focadas em dar assistência aos dependentes químicos, além de melhorar a segurança pública e combater o tráfico de drogas.



A proposta de internação involuntária gerou debates tanto em Criciúma quanto em outras cidades. Alguns apoiam a ideia como uma medida de proteção, enquanto outros questionam os impactos dessa abordagem para os direitos individuais. O projeto ainda passará por uma análise detalhada na Câmara de Vereadores, mas já é visto como um avanço na discussão sobre como lidar com a população em situação de rua.




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# Fonte: ndmais / Foto: Divulgação/ Prefeitura de Criciúma

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