Direito à reconstrução mamária é ampliado: nova lei contempla casos além do câncer
25/07/2025
A reconstrução mamária deixou de ser um direito exclusivo de pacientes oncológicas. Com a sanção da Lei nº 15.171/2025, mulheres que sofreram mutilações mamárias por causas não relacionadas ao câncer passam a ter garantia de acesso à cirurgia reparadora tanto pelo SUS quanto pela saúde suplementar. A medida entra em vigor em novembro de 2025 e já está sendo celebrada por profissionais da saúde como um avanço na atenção integral à mulher.
A lei altera os textos das normas anteriores — Leis nº 9.797/1999 e nº 9.656/1998 — que asseguravam a reconstrução apenas nos casos de tumores malignos nas mamas. Agora, o direito se estende às mulheres que enfrentam:
Malformações congênitas
Mamas tuberosas
Gigantomastia (mamas excessivamente grandes)
Assimetrias significativas
Outras mutilações totais ou parciais das mamas
Além disso, está garantido o acompanhamento psicológico e multidisciplinar desde o diagnóstico, promovendo um cuidado mais humanizado e eficaz.
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Outro ponto fundamental trazido pela nova lei é a possibilidade da simetrização da mama contralateral — ou seja, o ajuste da mama oposta para garantir harmonia estética. Apesar de parecer apenas uma escolha visual, especialistas apontam que o impacto é profundo.
Segundo o mastologista Fabrício Brenelli, presidente da Comissão de Oncoplastia da Sociedade Brasileira de Mastologia:
“A reconstrução mamária não é uma questão meramente estética. Ela está diretamente relacionada à autoestima, à qualidade de vida e à recuperação emocional da paciente.”
A simetria corporal favorece a autoconfiança e a sensação de feminilidade, especialmente para mulheres que passaram por procedimentos invasivos.
Embora o foco inicial da reconstrução mamária tenha sido o câncer, os efeitos psicológicos e sociais de outras condições podem ser igualmente devastadores. A ampliação dos direitos mostra uma valorização da saúde integral feminina, indo além do que é biologicamente urgente e considerando o que é emocionalmente reparador.
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