Licopeno: o antioxidante do tomate que pode proteger contra o câncer e doenças cardíacas
21/07/2025
Nos últimos anos, o licopeno tem chamado a atenção de pesquisadores ao redor do mundo por seu potencial protetor contra o câncer e doenças cardiovasculares. Esse pigmento de coloração avermelhada, pertencente à família dos carotenoides, está presente em frutas e vegetais como tomate, melancia, goiaba e pitanga. Mas é justamente no tomate — e, mais especificamente, em seus derivados cozidos — que ele aparece em maior concentração e com maior biodisponibilidade.
A pergunta que fica é: como exatamente o licopeno atua no nosso organismo? E ele realmente pode prevenir doenças tão graves?
Pesquisas científicas vêm demonstrando uma relação entre o consumo regular de alimentos ricos em licopeno e a redução no risco de alguns tipos de câncer, especialmente os de próstata e mama. Isso se deve, em grande parte, à potente ação antioxidante da substância, que ajuda a neutralizar os chamados radicais livres — moléculas instáveis que danificam o DNA das células e favorecem a formação de tumores.
Um estudo publicado na Journal of the National Cancer Institute já associou a ingestão de licopeno a um menor risco de câncer de próstata, especialmente quando proveniente de alimentos processados como molho de tomate. Outro trabalho, divulgado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, apontou redução de risco de câncer de mama em mulheres com maior ingestão de carotenoides, incluindo o licopeno.
No entanto, os especialistas são unânimes em afirmar: o licopeno não é uma “cura mágica”. Seu consumo deve ser parte de um estilo de vida saudável, que envolva alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle do estresse e abandono de hábitos prejudiciais como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
Um ponto interessante sobre o licopeno é que, ao contrário de muitos nutrientes, ele se torna mais disponível para o corpo humano após o cozimento. Isso acontece porque o calor rompe estruturas celulares do tomate, liberando a substância e facilitando sua absorção.
Além disso, o licopeno é lipossolúvel, ou seja, sua absorção é favorecida quando consumido com gordura. Por isso, preparar um molho de tomate caseiro com azeite de oliva, por exemplo, é uma excelente forma de potencializar os benefícios desse antioxidante.
Na prática, isso significa que um prato simples como uma massa com molho de tomate natural e azeite extravirgem pode ir além do sabor e ajudar a proteger seu organismo contra doenças crônicas.
Além de seu papel anticâncer, o licopeno também apresenta efeitos positivos para o sistema cardiovascular. Ele ajuda a proteger o endotélio — camada interna dos vasos sanguíneos — contra processos inflamatórios e a formação de placas de gordura que levam à aterosclerose, condição que pode resultar em infarto ou AVC.
Estudos como o publicado na Atherosclerosis Journal destacam a correlação entre níveis elevados de licopeno no sangue e uma menor incidência de eventos cardiovasculares. O efeito protetor se deve, mais uma vez, à capacidade antioxidante da substância.
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Embora o tomate seja a fonte mais estudada, o licopeno também pode ser encontrado em outros alimentos com tons vermelhos e alaranjados, como:
Melancia
Goiaba
Pitanga
Mamão
Pimentão vermelho
Além dele, outros carotenoides também desempenham papéis importantes na nossa saúde. Veja alguns exemplos:
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