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Setor têxtil de SC estuda ampliação de mercado para a África

16/09/2020


Nesta quarta-feira (16), a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) realizou
uma conferência online para discutir as oportunidades do setor têxtil no
mercado africano. Segundo os empresários, a exploração de novos mercados é
essencial nas estratégias de internacionalização, já que isso aumenta a
competitividade das empresas.

Atualmente a maior parte da produção da indústria têxtil é voltada para o
mercado interno. No ano passado, menos de 1% das exportações mundiais da
indústria têxtil foram realizadas pelo Brasil.

Um dos grandes desafios para realizar negócios externos é o clima. Os
produtos para o Hemisfério Norte precisam ser diferentes por causa do frio.
Esse fator exigiria uma produção distinta da que é feita para o Brasil,
restringindo os possíveis parceiros comerciais.

"A África pode ser um parceiro interessante para este setor. Além do clima,
em 2018, o continente estabeleceu uma zona de livre comércio, expandindo
seu mercado exterior. Com isso, o continente está se tornando um mercado
emergente", destacou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc,
Maria Teresa Bustamante.

Nesse sentido, o vice-presidente da entidade para o Vale do Itajaí, Ulrich
Kuhn, defendeu a importância das empresas em buscar novos mercados e não
fazerem negócios apenas com os parceiros já estabelecidos.

"Vender para Argentina, Uruguai e Bolívia não é exportação no sentido que a
palavra quer dizer. Ser exportador é conquistar novos mercados e
estabelecer uma diversidade de parceiros comerciais", ressaltou Kuhn.

Um dos aspectos a serem considerados para os empresários do têxtil que
querem começar a exportar é o tipo de produto. Segundo o diretor comercial
da Buddemeyer, Rafael Buddemeyer, vender produtos específicos e mais
trabalhados pode ser mais vantajoso que negociar grandes volumes.

"Uma das soluções pode ser trabalhar com produtos que agregam mais valor,
mais rentabilidade. As vezes é melhor vendar peças com mais 'moda' do que
necessariamente grandes volumes. Isso pode ser um diferencial", explicou
Buddemeyer.

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